País
Cooperação sim, fusão (ainda) não. Carris e Carris Metropolitana trabalharão mais juntas
A Carris e os Transportes Metropolitanos de Lisboa querem partilhar recursos e melhorar as informaçãos aos passageiros. São algumas ideias de um acordo de cooperação assinado esta quarta-feira entre as duas partes. É um passo para a fusão dos autocarros na região? "Essa porta nunca se fechou", garante a TML, mas "não está em cima da mesa".
A TML - Transportes Metropolitanos de Lisboa, responsável pelos autocarros da Carris Metropolitana, nunca escondeu a vontade de unir cada vez mais os transportes públicos da região. Essa vontade continua a não passar por uma junção de todas as marcas, mas antes por uma "aproximação", neste caso a Lisboa.
"Este acordo visa as questões da integração, da bilhética, mas também a cooperação na formação de trabalhadores, e eventualmente a utilização de equipamentos de uma e de outra entidade", explica o presidente da TML, Carlos Humberto Carvalho, à RTP Antena 1.
O acordo assinado esta quinta-feira entre a TML e a Carris "é um passo importante nessa aproximação", considera. Quando a Carris Metropolitana surgiu gradualmente a partir de 2022 como marca única para a Área Metropolitana de Lisboa, houve três munícipios que mantiveram operadores municipais: Barreiro, Cascais e Lisboa.
O foco é mesmo aproximar os operadores. Há uma ideia que já está em marcha: ter uma aplicação que permita juntar horários de várias empresas de transporte na região.
"Este acordo visa as questões da integração, da bilhética, mas também a cooperação na formação de trabalhadores, e eventualmente a utilização de equipamentos de uma e de outra entidade", explica o presidente da TML, Carlos Humberto Carvalho, à RTP Antena 1.
O acordo assinado esta quinta-feira entre a TML e a Carris "é um passo importante nessa aproximação", considera. Quando a Carris Metropolitana surgiu gradualmente a partir de 2022 como marca única para a Área Metropolitana de Lisboa, houve três munícipios que mantiveram operadores municipais: Barreiro, Cascais e Lisboa.
"Não é por acaso que se chama Carris Metropolitana e que os autocarros são amarelos", recorda Carlos Humberto Carvalho, referindo-se aos autocarros amarelos da Carris em Lisboa, mas "não estamos ainda nesse patamar" de fusão.
Declarações de Carlos Humberto Carvalho ao jornalista Gonçalo Costa Martins
Ainda? O responsável da TML esclarece: "Essa porta nunca se fechou, mas é um processo que se vai fazer. Não está em cima da mesa, não tem datas para isso, não está escrito em nenhum documento estratégico que é isso que vai acontecer".
Aplicação com horários de vários operadores: "Já está em desenvolvimento"
O foco é mesmo aproximar os operadores. Há uma ideia que já está em marcha: ter uma aplicação que permita juntar horários de várias empresas de transporte na região.
Os horários da Carris Metropolitana, da Carris e dos barcos da Transtejo "já estão nos nossos sistemas internos", garante o presidente da TML, mas sem condições de disponibilizar ao público.
"Já está em desenvolvimento, eu diria a disponibilizar nos próximos meses", acrescenta.
Operadores discutem Carris Metropolitana apanhar passageiros em Lisboa
Do papel à prática, o acordo lança uma "visão mais integrada dos sistemas de mobilidade", diz Humberto Carvalho. Quanto a outras metas específicas, está estipulado que a Carris Metropolitana não pode apanhar passageiros em Lisboa.
"Esse é um dos assuntos que está em discussão na sucessão da assinatura do protocolo, que, em alguns percursos onde isso se justificar, a Carris Metropolitana também poder apanhar pessoas", explica. A hipótese já foi discutida e está em aberto, "mas não está decidida ainda".
Do papel à prática, o acordo lança uma "visão mais integrada dos sistemas de mobilidade", diz Humberto Carvalho. Quanto a outras metas específicas, está estipulado que a Carris Metropolitana não pode apanhar passageiros em Lisboa.
"Esse é um dos assuntos que está em discussão na sucessão da assinatura do protocolo, que, em alguns percursos onde isso se justificar, a Carris Metropolitana também poder apanhar pessoas", explica. A hipótese já foi discutida e está em aberto, "mas não está decidida ainda".